Guia Sem Dor · Aline Marques

Como fazer a chuca
— e por que você
provavelmente não precisa.

Rosto dela relaxado no travesseiro com a mao dele no rosto

A chuca virou pré-requisito na cabeça de todo mundo. Só que na maior parte das vezes ela não é necessária — e quando é feita demais, ela atrapalha exatamente o que você queria proteger.

Água demais, quente demais, perto demais da hora: cada um desses três irrita a mucosa e deixa a região mais sensível, não menos. Aí dói — e a culpa cai na anatomia.

38 páginas. Como fazer direito quando faz sentido, quando não fazer, e o protocolo completo do que realmente evita dor.

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38páginas em PDF
2hde antecedência, no mínimo
0chuca é o que a maioria precisa
Prateleira cheia de produtos de limpeza descartados e, em foco, so um copo de agua

A verdade sobre a chuca

Ela virou obrigação.
E não é.

A parte final do intestino, que é a que participa, normalmente está vazia. Ela não é depósito — o conteúdo fica bem mais acima e só desce na hora. Na maioria das vezes, uma higiene externa comum já resolve.

O que a chuca faz é lavar uma região que se limpa sozinha. Feita de vez em quando e do jeito certo, não tem problema. Feita sempre, com muita água ou com produto, ela tira a camada de muco que protege a mucosa — e mucosa desprotegida machuca com muito menos atrito.

Tem um efeito perverso aí: a pessoa faz chuca justamente pra que dê tudo certo, e é a chuca em excesso que aumenta a chance de doer. Aí ela conclui que o problema é o anal.

E tem o efeito oposto do esperado: água demais pode empurrar conteúdo pra baixo em vez de tirar. Muita gente que faz chuca errado passa exatamente pelo constrangimento que queria evitar.

O medo de sujar é legítimo. A solução é o timing, não o volume.
Mulher sentada na beirada da cama abracando os joelhos, tensa, com a mao do parceiro parada atras dela

A pergunta que mais chega no WhatsApp da loja

"Eu queria muito.
Mas eu morro de medo
de passar vergonha."

Essa é a mensagem número um sobre o assunto — vem antes até das perguntas sobre dor. E quase sempre com um pedido de desculpa junto, como se ter esse medo fosse ridículo.

Não é. É o medo mais comum que existe sobre anal, e é o que faz a maioria das pessoas desistir antes de tentar.

A boa notícia é que ele é o mais fácil de resolver dos três medos — e a solução não é lavar mais. É saber quando, o que comer no dia e como preparar o ambiente pra que, se acontecer alguma coisa, ninguém precise fazer drama.

"Ninguém fala disso. Todo mundo finge que não é uma questão, e aí você acha que é a única pessoa que se preocupa."
Bancada de banheiro com toalha dobrada, frasco de lubrificante, copo de agua e vela

Como fazer a chuca com segurança

Se for fazer,
faça desse jeito.

1. Antecedência. Nunca em cima da hora. O corpo precisa de tempo pra devolver o que sobrou de água — fazer minutos antes é a receita mais comum pro problema que você queria evitar.

2. Água morna, nunca quente. Quente irrita e dilata. E morna significa morna mesmo: perto da temperatura do corpo.

3. Pouca água. Volume grande sobe demais e mobiliza o que estava parado lá em cima. O guia dá a quantidade e o que usar.

4. Nada de sabonete, sal ou produto. Só água. Qualquer aditivo agride a mucosa, e mucosa agredida é mucosa que sangra.

5. Frequência baixa. Chuca não é rotina de higiene. Usada toda semana ela vira parte do problema.

Feita com antecedência, com pouca água morna e sem nenhum produto, ela é inofensiva. Fora disso, ela cobra.
Mao aberta pousada na base das costas dela, pele iluminada por luz de vela

O que ninguém explica

Limpeza nunca foi
o que evita a dor.

É aqui que quase todo mundo se perde. A pessoa organiza a higiene perfeitamente, relaxa a cabeça — e mesmo assim dói. Porque limpeza e dor são dois problemas completamente diferentes.

A dor vem de um músculo. São dois esfíncteres: o externo, que você controla, e o interno, que é involuntário e responde a susto, frio, pressa e dor. Ele não obedece a pedido — você não relaxa ele por decisão, do mesmo jeito que não desacelera o coração por decisão.

É por isso que 'relaxa' não funciona como instrução. Relaxar é consequência, não comando.

O que funciona é criar as condições em que ele solta sozinho: calor, tempo, pressão progressiva e o ar saindo devagar. É isso que o protocolo do guia organiza — e a chuca é só um parágrafo dentro dele.

Caderno aberto sobre o lencol ao lado de uma xicara de cha e uma vela, luz de fim de tarde

O protocolo completo, além da higiene

Preparar, abrir, gozar.
Nessa ordem — e nessa ordem.

A higiene é a primeira dúvida de todo mundo, mas é a menor parte do problema. Quem resolve só ela chega limpo e continua com dor.

Por isso o guia não é sobre chuca: é sobre a sequência inteira, e a chuca aparece onde ela realmente pertence — no começo da primeira fase, resolvida em duas páginas.

Fase 1

Preparação

Os 20 minutos antes, o que comer no dia, o que comprar e o que não precisa comprar. Aqui está a higiene inteira: quando a chuca faz sentido, como fazer e por que na maioria das vezes ela não entra.

Fase 2

Abertura

A progressão que faz o músculo interno soltar sozinho, medida em minutos e em respirações — nunca em centímetros. Dá pra fazer sozinha, e a maioria faz sozinha primeiro. Sem penetração nenhuma nessa fase.

Fase 3

Prazer

Só agora, com quem recebe no controle da profundidade e da velocidade. As duas posições que dão esse controle, o ritmo dos primeiros minutos e o que fazer se travar no meio.

Casal deitado de lado sob o lencol, ela encaixada nele, os dois relaxados

Cada fase tem um objetivo, um passo a passo e um critério claro de parada. Você lê antes, com calma, e não precisa decorar nada — foi escrito pra ser consultado de novo na noite seguinte.

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Quem está falando com você

Cinco anos respondendo
essa mesma pergunta, todo dia.

A Libertina atende essa dúvida no WhatsApp desde 2021 — e 'preciso fazer chuca?' é literalmente a pergunta mais frequente de todas. O guia nasceu desse atendimento, não de teoria.

95 milpedidos atendidos desde 2021
66 milclientes acompanhados de perto
1,1 milhãode visualizações nos conteúdos da Aline
5 anosde conversas sobre intimidade real

Quem escreveu, e por que ela sabe

Não é teoria. É o que ela responde todo dia.

Aline Marques, autora do guia

Aline Marques

Quem atende é ela mesma.

Segunda a sexta, das 11h às 17h, é a Aline que responde — uma pessoa por vez, sem julgamento, sem vulgaridade e sem prometer o que não dá pra entregar.

"Eu não inventei nada aqui. Eu só organizei, na ordem, o que eu venho explicando pra uma pessoa de cada vez há cinco anos."
Tablet com a capa do guia sobre o lencol, ao lado de uma vela acesa e um frasco de lubrificante

O que chega no seu e-mail

38 páginas. 3 fases.
Zero enrolação.

🚿Higiene sem exageroQuando a chuca faz sentido, com que antecedência, quanto de água — e por que na maioria das vezes ela não entra.
⏱️O protocolo de 20 minutosO passo a passo da preparação, com o tempo real que cada parte pede.
🧴Qual lubrificante usarPor tipo, não por marca. E quanto usar — que é sempre mais do que você imagina.
🧘A respiração que abreO único comando que funciona no músculo que não obedece a comando.
🔥As 2 posições que dão o controleE como combinar com estímulo clitoriano pra chegar lá na primeira vez.
💬Como parar sem constrangerFrases prontas pra hora em que você quer pausar e não quer magoar.

Chega em PDF, direto no seu e-mail, minutos depois da compra. Serve pra quem recebe e pra quem penetra, e serve igual pra casal hétero ou gay. Nada é enviado para o seu endereço — ninguém vai receber nada em casa.

Quanto custa, e por quê

Custa menos que um café — e é de propósito.

Esse é um assunto que as pessoas pesquisam escondido, de madrugada, e adiam por vergonha. Preço alto seria só mais um motivo pra adiar.

A gente prefere que você leia hoje, por R$ 9,90, do que que continue seguindo conselho de fórum que deixa a região mais sensível.

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Leia tudo. Se achar que não te serviu, responde o e-mail de entrega em até 7 dias e a gente devolve os R$ 9,90 — e o guia continua sendo seu.

As perguntas que todo mundo faz

Perguntas que todo mundo faz.

Preciso fazer chuca antes do sexo anal?

Na maioria das vezes, não. A parte que participa normalmente está vazia e uma higiene externa comum resolve. A chuca faz sentido em situações específicas, e o guia diz quais são — e como fazer sem agredir a mucosa.

Como fazer a chuca do jeito certo?

Com antecedência de pelo menos duas horas, água morna (nunca quente), pouco volume e absolutamente nenhum produto — nada de sabonete, sal ou solução. O guia dá a quantidade, o que usar e como saber que terminou.

Fazer chuca todo dia faz mal?

Faz. O uso frequente remove a camada de muco que protege a mucosa e deixa a região mais sensível e mais sujeita a fissura. Chuca não é rotina de higiene.

Posso usar sabonete ou sal na água?

Não. Qualquer aditivo irrita a mucosa. Só água morna.

E se acontecer alguma coisa mesmo assim?

Acontece, é normal e não é o fim do mundo. O guia tem uma parte curta e prática sobre como preparar o ambiente pra que, se acontecer, ninguém precise fazer drama — que é o que de fato tira o medo.

O guia é só sobre higiene?

Não. Higiene ocupa duas páginas. O resto são as três fases do protocolo que evita dor de verdade: preparação, abertura e prazer.

Chega alguma coisa na minha casa?

Não. É 100% digital. O guia vai pro seu e-mail em PDF e nada é enviado pro seu endereço.

Como aparece na fatura do cartão?

Com o nome da nossa empresa, sem qualquer menção a sex shop ou ao nome do produto.

O medo de sujar é legítimo.
A solução não é lavar mais.

Ou continua seguindo conselho de fórum que deixa tudo mais sensível — ou passa a saber o que fazer, com quanta antecedência e por quê.

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Sem Dor — o guia do sexo anal · escrito por Aline Marques.
Conteúdo educativo para maiores de 18 anos.

Prazer sem culpa. Sempre.
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